*Quantas vitórias e derrotas carregamos nas nossas sacolas do tempo? Na verdade esta pergunta é a menos indicada pra se fazer quando tratamos da nossa trajetória de vida. Deveríamos mesmo era refletirmos sobre o que aprendemos com tudo aquilo que experimentamos. Já é sabido que não gosto da prática de olhar pra o passado. Todavia, não mudaria absolutamente nada do que fiz e vivi como consequência. Eu sei, é clichê dizer isto. Mais que isso: é muito conveniente. Mas garanto-lhes, é assim que eu sou. Se pra olhar pra trás, prefiro ver os flashes do meu tempo de colégio, de faculdade... Gosto de lembrar das cenas que me mostram como conheci todos os meus amigos e amigas.
*Planejar o futuro é a coisa mais difícil que pode existir. Acho que tal dificuldade deve-se à minha obsessão por enxergar tão somente o presente. Odeio a Escola Positivista e seu apreço pelo conhecimento lógico e matemático. Também tenho total aversão ao metodismo e seus paradigmas. Mas sou obrigado a confessar que é muito difícil continuar frequentando este mundo sem ter que mudar algumas coisas em mim, mesmo aos 29 anos. Não que algo tenha mudado minha personalidade ou maneira de sentir a vida, mas por completa necessidade.
*Tudo o que você faz pelas pessoas é inversamente proporcional ao que você irá receber delas. Espere apenas um obrigado e umas cervejas pagas de vez em quando. Não, eu não estou me contradizendo. Eu lembro bem que já escrevi neste mesmo blog (muitas postagens atrás) que só acredito piamente na Lei do Retorno. Sim, ok. Porém, isso não significa dizer que o bem (ou o mal) que você pratica contra alguém lhe dará um retorno da própria pessoa beneficiada pela sua prática. A causa é primária; o efeito é secundário.
*A obrigação de tentar planejar os meus próximos passos tem me presenteado com belas reflexões, aparente confusas, como os três primeiros parágrafos deste papo que escrevo hoje. Aparentemente... São as experiências do presente que me levam a escrever estas linhas e a pensar num futuro partindo de uma postura um pouco diferente. Só um pouco. Apenas alguns ajustes, porque minha essência me parece ser imutável. Nada de muito metodismo...
*Tudo aquilo que você é capaz de oferecer de bom a si próprio, sem esperar que nada "caia do céu", é absolutamente proporcional ao seu grau de satisfação pessoal.
Peço desculpas se o papo de hoje lhe pareceu desconforme. Apenas falei de passado, presente e futuro... Pessoas... Eu... Poderia ser você...
Forte abraço!
