quarta-feira, 27 de junho de 2012

QUANTO VALE A VIDA?



*Postei há pouco no Facebook diversos trechos da canção do Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) que também intitula esta postagem. É um tema bem sugestivo, este. Esta é uma pergunta que nunca (ou raramente) nos fazemos. É uma prova de que não estamos muito atentos aquilo que temos de mais precioso: nossa própria vida. VIDA. Acho que nos preocupamos demais com as vidas alheias da forma como não deveríamos. Talvez uma pitada de preocupação com quem realmente amamos não seria nada mal. Talvez uma dose de comoção com as vidas lá fora, daqueles que nem conhecemos, tornasse o nosso mundo mais sensível e menos problemático. Nas cenas mais banais do nosso dia a dia este questionamento deveria ser automaticamente feito e refeito em nossas cacholas.

"Quanto vale a vida de qualquer um de nós?
Quanto vale a vida em qualquer situação?
Quanto valia a vida perdida sem razão?
Num beco sem saída, quanto vale a vida?" (HG)

*Violência é uma triste realidade. Convivemos lado a lado com ela de modo que, por incrível que pareça, de tão banal, nos acostumamos com todo o mal que nos trás. Estamos constantemente preocupados com os nossos relógios que insistem em correr demais, nos apressando para os inesgotáveis compromissos de cada dia.

"Quanto vale a vida acima de qualquer suspeita?
Quanto vale a vida debaixo dos viadutos?
Quanto vale a vida perto do fim do mês?
Quanto vale a vida longe de quem nos faz viver?" (HG)

*Os trechos retirados da canção servem pra ilustrar o quão variada deve ser a nossa análise acerca do quanto vale a vida. Ela não vale nada diante das mazelas que o sistema nos impõe. Ela não vale nada quando não temos o que desejamos. Muito menos quando não estamos ao lado de quem desejamos. A vida é tudo quando percebemos que temos saúde suficiente para lutar por aquilo que queremos. Vale uma infinidade diante da satisfação que gera cada conquista. Não se calcula quando olhamos pra um céu repleto de azul, correndo pra mergulhar no mar. É impagável quando dormimos e acordamos abraçados com quem a gente ama, amanhecendo e dizendo: 'Eu te amo'. Espero que algum dia possamos perceber que todos merecemos uma vida de eterna valia. Que possamos olhar para o lado e percebermos que a nossa é tão significativa quanto a do outro. Que o outro merece tanta dignidade quanto nós mesmos a merecemos.

"Quanto vale a vida?"


 "Coisas que o dinheiro não compra." (HG)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SPECULUM MUNDI

O melhor livro que já li na minha vida chama-se "O Nome da Rosa", de Umberto Eco. Trata-se de um romance (se o cenário/tempo fosse mais atual, certamente seria um romance policial) que se passa em uma abadia medieval. Foi neste livro que li pela primeira vez o termo speculum mundi (espelho do mundo, em latim). Não me pergunte em que página, muito menos em que momento do livro ele aparece, mas me marcou profundamente. Adotei como uma expressão que me acompanhou pela vida inteira. Não sei ao certo, mas acredito que tudo isto ocorreu há uns oito anos atrás. Assim que acabei o livro compus uma música com este título. A letra fala basicamente sobre escolhas. As várias opções de caminhos que se apresentam ao longo das nossas vidas e, como temos que optar por apenas um deles, as consequências que temos que encarar por estas escolhas. Independente do trajeto que tomamos sempre deixamos sementes que, invariavelmente, darão frutos doces ou amargos. Como donos da semente, temos que colher e pôr na boca o fruto nascente. Vamos nos deliciar ou fazer caretas horríveis. A composição também ressalta as respostas que procuramos sem nunca encontrar. Talvez por ansiedade (esse é, sem dúvida, o meu caso). Talvez por imaturidade. Talvez por inexperiência. Talvez por orgulho. Talvez nada disso faça sentido e seja tudo uma grande baboseira. Mas assim como as respostas que não encontramos são os caminhos que escolhemos muitas vezes. Achamos que estamos no rumo certo... E...? Nos deparamos completamente perdidos. Escolha errada. Errada? Talvez não. Existe sempre um legado. A tal das sementes. Mas quando erramos feio as consequências são irreparáveis. Num sentido micro, conquistar o espelho é uma das tarefas mais difíceis que possa existir. Quem quiser ficar em paz tem que aceitar o espelho e a razão é bem simples: ele te reflete. Conquistar o espelho significa olhar a si próprio. Olhar pra ti antes mesmo de olhar pro outro. Talvez todos os caminhos levem ao mesmo lugar. Num sentido macro, o mundo é um espelho. Um espelho que reflete a todos. Ou seria o contrário?






Acima, capa do livro O Nome da Rosa.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estréia.


Durante muito tempo da minha vida (minha vida inteira) eu quis ser um cara normal... Você sabe, viver como qualquer cara normal. Seguir o curso que qualquer cara normal percorre. Mas percebi que as coisas mudam. Tudo muda. As sociedades mudaram e com elas o mundo também mudou. O que era ser um cara normal antes, é estar na contra-mão hoje... Mas o que é ser normal e o que é estar na contra-mão? Com certeza eu não sei responder. Mas, definitivamente, eu não sou um rio que corre pro mar...
Quando a quarta feira pintar, uma nova postagem rolará por aqui. Sempre acompanhado de um brinde. Lógico que estarei aguardando comentários pra o negócio ficar bacana. Forte abraço.