quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O MONSTRO QUE HABITA EM MIM

"Um dia posso até pagar por isso: o impossível é meu mais antigo vício. Ou então um delírio do meu coração, que vê as coisas onde as coisas não estão." - Herbert Vianna

* Existe um monstro dentro de mim. Um monstro que fala através de pequenos gestos, de sinceros toques. Que gosta de abraçar sem precisar sequer de palavras. Que gosta de dar e de receber carinho.

* Existe um monstro dentro de mim apaixonado pelo simples. Que chora por coisas aparentemente banais e lacrimeja por fatos que nem aconteceram. Esse monstro gosta de sonhar sem enxergar que tal "mania" seja algum pecado.

* O monstro que existe dentro de mim é silencioso. Tem medo de errar as palavras por medo de machucar, por não saber avaliar se estas são as ideais para o momento. Ele não sabe pôr pra fora o que lhe aflige ou intriga. É um ser que não sabe expressar aquilo que sente e, às vezes, nem sabe a dimensão do que existe dentro de si mesmo.

* O monstro que me habita provoca confusões, não em mim, mas em quem comigo convive. Por conta deste monstro ouço coisas de todos os tipos, julgamentos que em mim provocam... silêncio...

* Talvez não haja em mim monstro algum. O que existe é vontade de calar e observar. Um pouco de necessidade e uma pitada de dificuldade. Provavelmente o que existe é uma impossibilidade externa de interpretar aquilo que cala, mas fala de outras maneiras. Quiçá uma preguiça de outrem em reparar os pequenos gestos que tanto dizem, ou mesmo o egoísmo que impede de atentar ao outro.

* O pseudo monstro que cala é o mesmo que, docemente, sorri largamente.


Grito do silêncio

*Quando as palavras falham o silêncio vence e fala melhor. Lembre-se e cale... se puder.

Forte abraço e até quando menos esperarmos.

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