*As contradições da nossa vida não deixam de ser algo interessante, que chamam a atenção daqueles que param pra analisá-las. Já devo ter escrito algo parecido por aqui antes. Nunca me dei muito bem com o cálculo acerca do futuro, do próximo passo a ser dado. Quando calculo faço tudo errado. Há em minha vida vários exemplos que comprovam os desastres causados pelos meus planejamentos infalíveis. É que quando encasqueto com algo, ou tem que ser ou o mundo desaba. É assim mesmo. Não sei sair jogando. O goleiro que joga a bola pra o lateral junto à grande área, que sai jogando com o volante, que lança a gorduchinha pra o meia armador, que enfia pra o centroavante, que chuta ao gol. Comigo, se possível, o goleiro joga a redonda ao chão e chuta rapidamente contra a baliza adversária. Se tiver de ser gol vai ser, ué... Assim é mais difícil, né? Reconheço.
*Sempre fui muito fã das causas e processos naturais das coisas. Acho que isso explica o porque de eu não ser um bom construtor do meu próprio futuro. a oportunidade pinta e se eu achar interessante mergulho de cabeça. Já fui acusado de tudo: de irresponsável a inocente, de louco a corajoso... Há vários exemplos em minha vida que comprovam que estas pessoas estavam ao mesmo tempo certas e erradas. Acho bacana pagar pra ver. Não vejo problema em acreditar em algo e mudar de opinião depois. Qual o problema com este tipo de contradição? É apenas a vida me ensinando através das minhas próprias experiências. O arrependimento é algo que se deve aprender a conviver. E sem esse papo de que não tem tempo pra arrependimento. Pra mim isso é postura de quem não quer demostrar fraquezas. Não é feio reconhecer que mudou.
*É lógico que estou falando de apenas uma espécie de contradição, que fique bem claro. Há contradições neste mundo que fazem muito mal. Aos indivíduos, ao próprio mundo... E não confundirmos contradição com incoerência.
*Na vida a gente passa por experiências duradouras e outras muito efêmeras. Cada uma vai nos ensinar um pouco, mas não existe como avaliar qual delas é a mais importante. Há vários exemplos nas nossas vidas que comprovam que, mais que o tempo de duração, vale a intensidade das nossas experiências e relações.
Acho que a conversa que tive com uma grande amiga me deixou com este assunto martelando em minha cabeça. Forte abraço e até semana que vem.

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