*Gostaria muito de gritar para o mundo todas as coisas que sinto. Adoraria expor as minhas frases, minhas composições. Muito sobre mim está nelas. Mas tenho medo. Tenho medo ser roubado, lesado. Tenho medo de ser mal interpretado. Isso pode gerar problemas. Aliás, tenho medo de discutir os problemas. Acho que pra toda boa qualidade que carrego comigo, junto acompanha um grande defeito. Deles eu não tenho medo. Não tenho medo de errar. Não tenho medo de me mostrar enquanto ser humano. Quem conviveu ou convive comigo sabe o quanto é fácil me conhecer (mesmo bancando o misterioso de vez em quando, nunca dura muito tempo). E por incrível que possa parecer, estas pessoas me conhecem mais do que eu mesmo. Tudo o que existe de bom ou de ruim é muito perceptível. Com um leve sorriso no rosto agora, escrevo: não tenho medo de dizer que tenho medos.
*Eu tenho medo de perder. Odeio. Seja lá o que for (acho que isso explica até o fato de eu dificilmente publicar uma frase minha). Eu sempre entro pra ganhar, mas não tenho medo de reconhecer uma derrota. Por mais difícil que possa ser, de alguma forma eu reconheço. Me ponho no meu lugar. E a cada derrota busco aquilo que faço, talvez, de melhor: reflito. Descoberta - alegria - reflexão; surpresa - reflexão; decepção - tristeza - reflexão; derrota - tentativa desesperada de equilíbrio - reflexão...
*Bom é que nem todo medo do mundo é capaz de me impedir de buscar algo que eu deseje com todas as minhas forças, salvo quando antes eu tenha tido uma experiência negativa. Aí, por uma questão de sabedoria, é melhor aguardar o tempo mostrar o que deve ser feito. Quase sempre mostra (DESEJO - TEMPO - ESPERA: respeitar o tempo). É algo que aprendi recentemente e que, acredito, tem dado certo. Experiências difíceis - reflexão. As pessoas falam muito quando dominadas pela emoção. Se a gente se deixa levar, cai no erro da precipitação. Só o tempo é capaz de comprovar, ou não, o que é dito.
*Eu tenho medo de ser confundido, rsrsrs. Medo é diferente de covardia. "O medo tem alguma utilidade, a covardia não", já dizia Mahatma Gandhi. Às vezes em que fui covarde na minha caminhada, pode acreditar, me arrependi profundamente (o que não me torna um covarde). É... Acontece com todo mundo. Quem disser o contrário é um hipócrita mentiroso. Covardia nesse caso é não reconhecer.
*O medo está presente na vida de todos nós. Ayrton Senna (um dos meus grandes ídolos) revelou sentir medos. Dizia, é preciso conviver com ele sem encará-lo como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação. Na minha opinião, é algo absolutamente reversível. É preciso apenas adquirir (ou receber do outro) a confiança necessária.
O rei de meter a cara em tudo o que tá afim também tem seus medos... Por vezes, até de meter a cara.
"Por mais que eu lute contra a vontade afronta." Will Nascimento


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