quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CRÔNICA LINEAR APARENTEMENTE DESCONEXA

*Quantas vitórias e derrotas carregamos nas nossas sacolas do tempo? Na verdade esta  pergunta é a menos indicada pra se fazer quando tratamos da nossa trajetória de vida. Deveríamos mesmo era refletirmos sobre o que aprendemos com tudo aquilo que experimentamos. Já é sabido que não gosto da prática de olhar pra o passado. Todavia, não mudaria absolutamente nada do que fiz e vivi como consequência. Eu sei, é clichê dizer isto. Mais que isso: é muito conveniente. Mas garanto-lhes, é assim que eu sou. Se pra olhar pra trás, prefiro ver os flashes do meu tempo de colégio, de faculdade... Gosto de lembrar das cenas que me mostram como conheci todos os meus amigos e amigas.

*Planejar o futuro é a coisa mais difícil que pode existir. Acho que tal dificuldade deve-se à minha obsessão por enxergar tão somente o presente. Odeio a Escola Positivista e seu apreço pelo conhecimento lógico e matemático. Também tenho total aversão ao metodismo e seus paradigmas. Mas sou obrigado a confessar que é muito difícil continuar frequentando este mundo sem ter que mudar algumas coisas em mim, mesmo aos 29 anos. Não que algo tenha mudado minha personalidade ou maneira de sentir a vida, mas por completa necessidade.

*Tudo o que você faz pelas pessoas é inversamente proporcional ao que você irá receber delas. Espere apenas um obrigado e umas cervejas pagas de vez em quando. Não, eu não estou me contradizendo. Eu lembro bem que já escrevi neste mesmo blog (muitas postagens atrás) que só acredito piamente na Lei do Retorno. Sim, ok. Porém, isso não significa dizer que o bem (ou o mal) que você pratica contra alguém lhe dará um retorno da própria pessoa beneficiada pela sua prática. A causa é primária; o efeito é secundário.

*A obrigação de tentar planejar os meus próximos passos tem me presenteado com belas reflexões, aparente confusas, como os três primeiros parágrafos deste papo que escrevo hoje. Aparentemente... São as experiências do presente que me levam a escrever estas linhas e a pensar num futuro partindo de uma postura um pouco diferente. Só um pouco. Apenas alguns ajustes, porque minha essência me parece ser imutável. Nada de muito metodismo...

*Tudo aquilo que você é capaz de oferecer de bom a si próprio, sem esperar que nada "caia do céu", é absolutamente proporcional ao seu grau de satisfação pessoal.


Peço desculpas se o papo de hoje lhe pareceu desconforme. Apenas falei de passado, presente e futuro... Pessoas... Eu... Poderia ser você...

Forte abraço!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CASTELO DE AREIA

*Adolescência: "fase que marca a fase de transição entre a infância e a idade adulta" (Wikipedia). Período em que, a todo custo busca-se o que chamamos de autoafirmação. Criação de personalidade, identidade. Pretende-se ser mais maduro do que realmente é. Eu fumo, eu bebo, eu transo... Mentirinhas contadas aos amigos, por que mesmo? Ah! Autoafirmação... Eu preciso mostrar que eu sou foda! Eu sou?

*Algumas pessoas tem um desvio de orientação da própria vida e personalidade tão grande que são capazes de colocar uma outra pessoa como alvo de idolatria às avessas. Odeia porque tem nesta outra pessoa a imagem de quem gostaria de ser. É ignorada, mas o outro é tão importante que é preciso falar nele; falar dele... Isso torna o outro mais importante do que é de verdade. Ninguém é nada. Todo mundo é tudo.

*Tenho alguns conceitos de opiniões, talvez, bem peculiares. Por exemplo: prefiro ser um cara irresponsável até os 80 anos a fazer da minha própria vida uma mentira. Já disse aqui que os maus que eu causo com minhas irresponsabilidades são todos a mim mesmo. Quem constrói uma vida com alicerces de mentira, atinge muitas outras pessoas, muito embora o maior prejudicado seja o próprio reizinho do "castelo de areia".

*Ora, mentir todos nós o fazemos. Transformar a própria vida uma mentira é bem diferente. Para alguns a mentira é tão natural que se torna casual. Torna-se quase impossível não criar uma "estória" para qualquer passo que venha a dar! Tenho lá minhas dúvidas se esse tipo de gente realmente acaba acreditando que suas mentiras sejam verdades. Acho de veras possível.

*Uma coisa é certa: sempre tem alguém apoiando reizinho do castelo de areia... até cansar ou ser vítima dele. Outra coisa é certa: o "homem mentira" vai acabar sozinho, cultivando frágeis amizades adolescentes (com todo o respeito aos jovens).

"E no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim." (Marcelo Camelo) - Lamentável...


*Uma mentira quase nunca é inocente... Castelo de areia desmorona.

Forte abraço e até mais ver...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A ODISSEIA DAS ESCOLHAS

*Há certas opções que fazemos na vida que nem mesmo sabemos explicar o motivo pelo qual as fizemos. Independente de qualquer coisa é preciso calcular os riscos que corremos e as possíveis consequências que cada uma destas escolhas podem acarretar. Já falamos sobre isso por aqui? Os papos se repetem... Na verdade se expandem. Continuam, porque nenhum tema jamais tem fim.

*Algumas decisões que tomei pelo caminho, estive levado por impulsos - por paixões - por ímpeto. Na juventude alguns passam por este processo. Foram experiências que tiveram o seu devido valor, sem dúvidas. Não quer dizer que sou obrigado a fazer hoje de forma diferente... Deveria? Talvez, reconheço... O fato é que ainda não descobri direito o que vim fazer neste mundo. Já levantei bandeiras, algumas bastante pesadas. Já sonhei....

*Hoje, posso garantir: faço minhas escolhas tomado por... impulsos - por paixões - por ímpeto... Várias bandeiras joguei no chão e deixei pelo caminho, mas continuo sonhando e muitas delas ainda tenho segurado através de algum esforço. Não, não... O que as sustentam são as minhas crenças. Elas ainda tem forças o bastante. Continuo quebrando a cara. Ah, vá! Acho que não aprendi muita coisa.

*Mas se tem algo que eu sou bom é em postular as consequências dos meus atos. Eu escolhi seguir um rumo independente, mesmo sabendo que isso é pura ilusão. O resultado, lá no futuro, pode ser desolador. É apenas a minha mania de só me importar com o agora. Para as pessoas em que os momentos devem ser vividos intensamente, precisam estar sempre superando obstáculos e se renovando. Constante inspiração... É disso que eu preciso eternamente pra minha vida não perder a sua graça.

*Estou num momento de reescrever o roteiro da minha vida. Não me pergunte por quê (juro, eu não sei). Mas ninguém além de mim é parte integrante de tudo aquilo que me acontece. Por impulso - por paixões - por ímpeto. Até que a cara se espedace.


*Continuo sendo honesto comigo mesmo. É a minha maior beleza.

Após um mês de férias as publicações estão de volta, mas a partir de agora serão quinzenais. Uma quarta feira sim, outra quarta feira não. Assim tenho mais tempo pra pensar e escrever.

Deixo um forte abraço em todos!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ENTRE O ROSTO E O RETRATO

*Às vezes paro um tempo pra olhar as fotos antigas que estão guardadas na cômoda do quarto da minha mãe. Invariavelmente isto acontece quando vou procurar algo que eu cismo possa estar no referido móvel. O único local em que o objeto que eu estou caçando não pode estar é na última gaveta da cômoda do lado esquerdo (ela tem duas), mas não tem jeito. Sempre abro a gaveta e escolho algum dos álbuns. Fotografias de um tempo em que era preciso por um filme na câmera. Tempos em que as fotos não tinham tanta qualidade, onde a tecnologia digital não havia se proliferado. Penteados estranhos, roupas esquisitas... "Vixe! Como esse povo (incluindo eu) era esquisito!" 

*Final da última semana fui procurar por lá uma pasta e acabei indo cascavilhar mais uma vez as fotos que, eu acho, são visitadas apenas por mim, mesmo que de era em era. Nem passo muito tempo olhando. Me apego mais a objetos que a imagens. Meu violão, por exemplo, não desgrudo. Deve estar comigo há mais de 10 anos, presente do meu pai. Mas enquanto passo os olhos pelas fotos sempre me vêm à mente as imagens do passado. Fotografias devem existir pra isso, né? Deve ser... Ao ver as imagens na parede branca do quarto de minha mãe, imediatamente fechei o álbum, guardei e voltei sem a pasta que procurava.

*Sou um homem do presente. Sofro quando perco algo ou com a partida de alguém, mas o tempo trata de me acariciar. Depois, o desapego me domina. Não me importo com o passado, com o que fiz de certo ou errado e... nem que com o que perdi. Dificilmente irei me importar também com quem partiu (apesar de apreciar, sim, as boas lembranças). Sou um homem do presente... Mas até sinto falta dos meus cabelos longos.



*Hoje em dia chove fotografias nas redes sociais. São tempos em que até aparelhos celulares registram imagens... Tudo digital e manipulável. Difícil saber o quanto de verdade existe em cada rosto fazendo biquinho. Mas não é da minha conta!

"Entre o rosto e o retrato, o real e o abstrato..." Gessinger  

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SEGUINDO O PRÓPRIO RITMO

*Às vezes ocorrem comigo algumas mudanças comportamentais que provocam estranhamento naqueles que convivem comigo. Um pouco mais de silêncio, uma intensidade de sorrisos um pouco menor que a habitual e pronto. "O que está acontecendo?" Na verdade este processo costuma se apresentar em todas as pessoas normais. Porém, naquelas mais ativas parece provocar um impacto grandioso. É como se os ditos "hiperativos" nascessem com incumbência única de transmitir alegria a todos, em qualquer momento, independente do que esteja este passando ou mesmo da sua necessidade interior, que por vezes pede calma e reflexão.

*Emoção a flor da pele. Acarreta fragilidade; sensibilidade. Surge de repente, nem tão de repente. Fatos que se sucedem mas que, sem que percebamos, nos obrigam a travar batalhas internas de análises profundas.  Pelo menos aos que aceitam o combate. Sempre me sinto um vencedor.

*Mas há sempre dois pontos de vista: o seu e o do resto do mundo. Enquanto você cresce mirando para dentro, aos olhos do mundo parecerás mais subjetivo. É difícil as mentes alheias compreenderem o quanto é importante seguirmos o nosso próprio ritmo. Isto é muito animal. Isto é puro instinto. É preciso parar um pouco a caminhada e retomar os passos apenas no momento em que conseguirmos nos reencontrarmos, compreendermos exatamente o que nos levou ao inevitável período de introspecção.

*Ritmo. É preciso seguir exatamente o ritmo que o nosso momento exige... E ele é próprio... E até o silêncio tem seu próprio ritmo... E este é meu. Só meu.

*E os olhos do mundo? Dane-se! Às vezes é preciso cuidar mais de si e menos do mundo...


*Lembre-se: enquanto fitas pra dentro, vão te acusar de triste. Não esqueça: isto é apenas o que enxerga o olhos do mundo.

Forte abraço com os olhos do coração!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

POBRE ILUSÃO


*Quantas vezes nos iludimos com coisas, pessoas ou situações que juramos serem eternos? Nesta vida nada é eterno... É eterno apenas enquanto dura. Nem o casal de namorados que conviveu durante 8 meses, nem o casal de velhinhos que viveu junto há 60 anos, findando com a morte de um e depois do outro. Não... Nenhum deles durou pra sempre... A vida aqui neste mundo continuou. Foi eterno apenas enquanto durou. Na verdade, o grande problema da ilusão é o apego. 

“Na vida sentimental, quem muito se apega geralmente é desprezado”. - Meishu Sama

*Portanto não adianta jogar a culpa no outro. A culpa é exclusivamente nossa e é preciso coragem pra assumir. E não me julguem mal... Digo que não se apeguem porque ninguém pertence a ninguém. Apego gera sofrimento. Amor também, né? Mas amar sem apego é ter e dar liberdade na medida exata. Hum, acho que aprendi bem essa lição. Ficou bonito, né não? Que tal se apegar na medida certa? 

Apego demais = a mais do que deve. 

*O apego tem que ser natural, coisa de quem sente... e só... E é por medo de sofrer que as pessoas fogem do amor. Pobres coitados... Estão fugindo daquilo que é a essência da nossa vida. Acho que é por isso que o amor está cada vez mais raro.


O tema "apego" é muito vasto e dá muita escrita pra blog. Talvez o tenha finalizado nesta postagem... Talvez pinte sob uma outra perspectiva a qualquer momento.

No mais, aquele abraço!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CICLOS x APEGOS

*Há muitos anos atrás eu brincava com os colegas de escola e me sentia o máximo. Estudei na mesma escola a minha vida inteira. Do chamado pré-escolar ao 3º ano do ensino médio, foram curtos 16 anos. Pelo menos hoje assim os calculo. Os primeiros anos de estudo foram mágicos... Ao entrar no antigo ginasial me perguntava por que as os dias demoravam tanto. Dali até concluir o ensino médio seriam anos de tortura; uma eternidade.

*Há alguns anos atrás, iniciando juventude à todo gás, eu já achava que os dias da minha vida até então, voaram. Não era justo, afinal, pois os anos de colégio foram tão maravilhosos... Por que eu tinha que envelhecer? As primeiras namoradas, as primeiras brigas, os primeiros grandes amigos... as primeiras descobertas... As primeiras escolhas. A cada ano algo mudava. A partir dali, tudo era saudade.

*Há poucos anos atrás eu iniciava a faculdade da qual havia escolhido lá no colegial. Foram anos de batalha até conseguir ingressar na Academia. Aprendizagens e novas descobertas. Os primeiros anos foram mágicos; os últimos também. A diferença foi a empolgação: ela iniciou a todo vapor e terminou em fadiga. Chegou um certo momento em que se tornou inevitável contar os dias para a conclusão de mais esta etapa.

*Há pouco tempo atrás eu tive orgulho de mim mesmo. Mais uma conquista. Porém algo ficou pra trás... As brincadeiras, as farras... O contato diário dos "novos" companheiros... Adeus Universidade! A partir dali, tudo era saudade.

*Infeliz apego a tudo o que tem que ficar pra trás. Difícil compreender que nossa vida é composta por ciclos, etapas que devem ser ultrapassadas uma a uma. Penoso aceitar o novo, a etapa que se apresenta para ser "enfrentada" com as habilidades adquiridas com as experiências anteriores. Custoso enxergar as "ferramentas" acumuladas ao longo do caminho percorrido. 

*Assim acontece com tudo em nossa vida. O tempo que já se foi; os amigos não vemos mais; amores que não deram certo; queridos que falecem; o violão que quebrou; a camisa que rasgou...

"O tempo passou... Claro que passaria. Como passam as vontades que voltam no outro dia." (Humberto Gessinger)

*Somente sofremos pelos nossos apegos às coisas que já não mais nos pertencem. Orgulho de não abrir mão do que deve ficar pra trás.



*Não existe tempo pra lamentações. Quando um ciclo acaba o outro começa. Até que a roda da nossa vida gire os 360 graus.

Forte abraço e até a próxima semana! Um novo ciclo, uma nova postagem...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PRETÉRITO, PRESENTE E FUTURO... DOS IMPERFEITOS


Nem tudo são flores
Nem tudo é perfeito
Nem tudo é como gostaríamos
Nem tudo é o que parece ser

A gente tem o que tem
A gente é o que é
A gente pode (quase) tudo
Tudo o que estiver ao nosso alcance

Cabe a nós tentarmos
E cabe a nós aceitarmos (ou não)
Aquilo que temos

Assim a vida segue
Assim fazemos (ou não) a nossa felicidade
Mas assim, também,
Interferimos (ou não) na vida de todos aqueles que nos cercam

(Will Nascimento)

*Aos 29 anos de idade percebo que nem tudo pode ser explicado. Só a imperfeição é capaz de fazer o que não tem explicação fazer algum sentido. Não concordo que devamos nos tornar pessoas acomodadas em nossos "defeitos". Mas, e por favor, não sejamos jamais hipócritas acreditando que nossas posturas estão acima de qualquer falha. Odeio ser cobrado por coisas que a sociedade quer impôr como ideal. Por que eu tenho que seguir regras das quais eu não me encaixo? Odeio ainda mais ser cobrado por coisas ou ideologias que não respeitam a minha individualidade.

*Todos nós temos algo em comum: cada um tem uma personalidade. Cada um tem uma e ela é sua, exclusivamente sua. O que nos faz comum também nos torna diferentes (glória!) uns dos outros.

"Não é o perfeito, mas o imperfeito, que precisa de amor." (Oscar Wilde)


Caminhos paralelos que se cruzam e se separam... se cruzam e se separam... e... e... .. .

*A maneira tão peculiar que cada um tem de amar nos torna tão comuns (glória?) uns aos outros... Eu, de tão imperfeito, preciso muito.

Abraço bem apertado. Pra mim pouco importa se você é imperfeito ou um ser extra-terrestre. Até semana que vem!

PS.: Texto curto, né? Era o que tinha para o momento...


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A FORÇA DA MÚSICA

*Um certo dia da minha vida, quando ainda tinha meus 10 anos de idade, fui dormir na casa de uma das minhas tias. Coisas que sempre rolam. Você e seu primo insistem, insistem, insistem, até que conseguem fazer os pais aceitarem que você vá dormir na casa em que ele mora (ou o inverso). Após muita bagunça e risadagem, dormir tarde e coisa e tal, acordamos por volta das 6h da manhã. Esse dia marcou minha vida pra sempre. Meu primo tira da sua caixinha de CD's o álbum de uma banda chamada Engenheiros do Hawaii. Era uma coletânea intitulada "Acervo Especial" que possuía 14 faixas, começando pela canção "Somos Quem Podemos Ser" e terminando com "Herdeiro da Pampa Pobre". Ah... Quem me conhece sabe o quanto este fato foi determinante pra o futuro da minha vida...

*Pois é. Há 19 anos atrás eu não apenas descobri a paixão por uma banda de Rock nacional. Eu descobri a música. Junto ao fanatismo pelos Engenheiros do Hawaii veio a curiosidade de conhecer cada vez mais a fundo a música, o poder devastador que ela possui sobre o ser humano. E olha... Eu tenho provas de vida do quanto esta maravilhosa arte me foi benéfica. A força, a cultura e as mais diversas visões de mundo que ela traz consigo. Seus temas, suas diversas leituras...

"O coração nunca cansa da canção
 O que tá escrito na canção
 Ninguém precisa aceitar." 
(Humberto Gessinger - Engenheiros do Hawaii)

*Mais. Um ambiente dominado (no melhor dos sentidos) pela boa música tem o vigor para transformar positivamente a vida de quem nele convive. A minha explicação pra tal "fenômeno" é bem simples: só se faz música com amor. Quando falo de amor, falo sobre sentir. Música é sentimento.

*Este humilde blog é lido em alguns países como Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Rússia. Não é novidade pra ninguém o maravilhoso momento econômico que o Brasil vem vivendo nos últimos 10 anos. Infelizmente, também não é novidade o velho e, ao que parece, infindável problema em nosso sistema educacional. Descaso com a cultura... Descaso com a educação... Como avançar de maneira realmente significativa?

*Não é preciso fórmula mágica para mudar a realidade da nossa nação. Estabilidade econômica é um fator importante em qualquer parte do mundo. Mas só existem dois elementos efetivamente transformadores: 

educação + música = conhecimento e sensibilidade.


Abraços bem fortes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MEDO EM REFLEXÃO

*Gostaria muito de gritar para o mundo todas as coisas que sinto. Adoraria expor as minhas frases, minhas composições. Muito sobre mim está nelas. Mas tenho medo. Tenho medo ser roubado, lesado. Tenho medo de ser mal interpretado. Isso pode gerar problemas. Aliás, tenho medo de discutir os problemas. Acho que pra toda boa qualidade que carrego comigo, junto acompanha um grande defeito. Deles eu não tenho medo. Não tenho medo de errar. Não tenho medo de me mostrar enquanto ser humano. Quem conviveu ou convive comigo sabe o quanto é fácil me conhecer (mesmo bancando o misterioso de vez em quando, nunca dura muito tempo). E por incrível que possa parecer, estas pessoas me conhecem mais do que eu mesmo. Tudo o que existe de bom ou de ruim é muito perceptível. Com um leve sorriso no rosto agora, escrevo: não tenho medo de dizer que tenho medos.

*Eu tenho medo de perder. Odeio. Seja lá o que for (acho que isso explica até o fato de eu dificilmente publicar uma frase minha). Eu sempre entro pra ganhar, mas não tenho medo de reconhecer uma derrota. Por mais difícil que possa ser, de alguma forma eu reconheço. Me ponho no meu lugar. E a cada derrota busco aquilo que faço, talvez, de melhor: reflito. Descoberta - alegria - reflexão; surpresa - reflexão; decepção - tristeza - reflexão; derrota - tentativa desesperada de equilíbrio - reflexão...

*Bom é que nem todo medo do mundo é capaz de me impedir de buscar algo que eu deseje com todas as minhas forças, salvo quando antes eu tenha tido uma experiência negativa. Aí, por uma questão de sabedoria, é melhor aguardar o tempo mostrar o que deve ser feito. Quase sempre mostra (DESEJO - TEMPO - ESPERA: respeitar o tempo). É algo que aprendi recentemente e que, acredito, tem dado certo. Experiências difíceis - reflexão. As pessoas falam muito quando dominadas pela emoção. Se a gente se deixa levar, cai no erro da precipitação. Só o tempo é capaz de comprovar, ou não, o que é dito.

*Eu tenho medo de ser confundido, rsrsrs. Medo é diferente de covardia. "O medo tem alguma utilidade, a covardia não", já dizia Mahatma Gandhi. Às vezes em que fui covarde na minha caminhada, pode acreditar, me arrependi profundamente (o que não me torna um covarde). É... Acontece com todo mundo. Quem disser o contrário é um hipócrita mentiroso. Covardia nesse caso é não reconhecer.

*O medo está presente na vida de todos nós. Ayrton Senna (um dos meus grandes ídolos) revelou sentir medos. Dizia, é preciso conviver com ele sem encará-lo como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação. Na minha opinião, é algo absolutamente reversível. É preciso apenas adquirir (ou receber do outro) a confiança necessária.





O rei de meter a cara em tudo o que tá afim também tem seus medos... Por vezes, até de meter a cara.

"Por mais que eu lute contra a vontade afronta." Will Nascimento


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

AMOR COMO RETORNO NA HORA DA PARTIDA

*Ela chega para alguém que nos é próximo e inevitavelmente nos faz pensar e repensar na vida. É sempre um momento muito delicado. Por mais que estejamos fortes, nunca é fácil. Eu sabia há alguns dias que este seria o tema desta postagem mas ainda assim atrasei a publicação... Nunca é fácil... Nem falar, nem escrever.

*O pai do meu melhor amigo veio a falecer no último sábado (18/08) e, assim como em todas as outras vezes, andei muito reflexivo. Não era alguém com quem eu tinha uma convivência física muito próxima. Era alguém com quem eu tinha uma proximidade diferente: energia. A maneira de agir expansiva, sorridente, que por tantas vezes chega a contagiar todos aqueles que lhe circundam. Eu também me vejo assim. Às vezes até me sinto estranho pelo fato de as pessoas esquecerem que você (eu) é um ser-humano como qualquer outro. Se está mais pensativo, chovem indagações com ansiosas expressões no aguardo das respostas mais trágicas. Até parece que só uma tragédia é capaz de lhe cerrar o cenho de vez quando. Esperam pelo desague da mais profunda tristeza. 

*Mais o velho "Brodinho" (assim mesmo: brother aportuguesado no diminuitivo) ia mais além. Parece os tempos ruins pra ele eram infinitamente mais difíceis. Ah, vá! Nem velho o cara era... Um jovem de 52 anos. 

*O seu velório foi diferente de tudo o que eu já vi em toda minha vida. Você vai me chamar de louco, eu sei. Mas eu preciso dizer que foi lindo. Sim, lindo. Jamais presenciei tantos pronunciamentos de pessoas tão diferentes e com o mesmo discurso sobre alguém. Ah, a capacidade de conquistar e guardar amizades. Primoroso...

*Fiquei pensando na importância que os meus amigos tem pra mim. Claro, nem todos mundo tem o mesmo peso. Há os amigos em que as afinidades os aproximam mais da gente. Mas eu fui além destes. Pensei em Brodinho; pensei na capacidade de conquistar e guardar amizades. Pensei em quantas vezes ouvi alguém dizer minha simpatia era um disfarce para manter boas relações. Pensei em Brodinho de novo. Pensei no seu lindo velório. Aquilo era o resultado da simpatia e da aura iluminada de um ser que nasceu e viveu pra construir. Ah, a capacidade de conquistar e guardar amizades. Certamente foi um momento que contribuiu para que seu espírito partisse em paz, afinal, foi bombardeado de amor. Este foi o seu retorno.

*Pensei no meu melhor amigo. Pensei em como era possível eu sentir a sua dor quando recebi a ligação dele próprio com a notícia da partida de seu pai. Pensei em como é bom ter amigos. Lembrei que é maravilhoso amar. Percebi que, mais que ser amado, é esplendoroso SENTIR-SE amado.

*Há pessoas que são uma luz. Uma luz dentro de nossos corações que jamais irão se apagar.

*Espero que não tenham achado o papo de hoje muito fúnebre. Plantemos amor. Amor virá como retorno até na hora de nossa partida. Nada melhor para o nosso espírito.

"A morte é igual: falsa e verdadeira; mãe do início, avó do fim." - Oswaldo Montenegro.




Pensar na morte é pensar na vida. Celebremos a vida e a nossa capacidade de conquistar e guardar amizades.

Abraços fortes!

PS.: acabei de lembrar da minha última postagem, lembram? "Visão Panorâmica". Acho que nada é por acaso. http://will-nascimento.blogspot.com.br/2012/08/visao-panoramica.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

VISÃO PANORÂMICA

Olhando daqui de cima 
Eu vejo o mundo que eu deveria ter vivido
Tudo passa rápido 
E nada faz sentido

Daqui eu vejo: 
O que se faz e o que se pensa
Não fazem diferença 
Quando há vontade de viver

Cinzas ao mar, sete palmos do chão
Buquês de rosas, andar na contramão.

(Will Nascimento)

*Me sinto curioso em saber o que estava pensando exatamente quando escrevi este texto (há uns 12 anos atrás), que virou canção. Por mais que eu me esforce não consigo recordar o que me motivou a rabiscar frase por frase do que aí está escrito. É bem diferente das outras letras que comumente escrevo, não tão curtas. Todavia, tudo o que eu precisava dizer, traspassei nestas poucas linhas.

*Nem sei se dá pra notar, mas o personagem do texto não é alguém que esteja entre nós, em carne. Sim, um espírito. Alguém que, depois de uma jornada, passa a enxergar a vida a partir de um ângulo privilegiado. E só assim ele se dá conta de que o tempo passou muito rápido. Mais: que muitas coisas e valores dos quais se importava (ou que lhe era imposto pela cultura de uma sociedade tão medíocre) na verdade não faziam a menor diferença.

*O que faz diferença mesmo são a intensidade e a vontade que impregnamos em tudo o que nos dispomos a realizar. Ora... A vida é o que temos de mais precioso. Então por que não a encararmos com uma vontade tão intensa, mas tão forte que chegue de alguma forma a contagiar aqueles que nos são próximos?

*Ah, as dificuldades do caminho... Sei que elas existem. Sei também que elas precisam existir. São as pedras que encontramos pelo caminho que diferenciam os que sabem o valor que tem a vida dos que não entendem nem mesmo o que fazem neste mundo.

*É... É preciso vontade.



Talvez o espírito do texto seja uma personificação de mim mesmo. Da forma como eu encaro e ajo nesta vida. Por vezes incompreendido por andar na contramão...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

HOJE, COM CERTEZA, CONTINUO DUVIDANDO

*Não me recordo se eu fui uma criança de muitos "por que's" ou "por quê's". A dúvida é algo que permeia a todos nós, reles mortais, desde o início dos tempos. Criacionismo ou evolucionismo, chegamos até aqui através da busca por respostas às nossas curiosidades.

*Estive lembrando (e dado muitas gargalhadas) de uma situação ocorrida há uns 10 anos atrás. "Batendo um papo", uma ex namorada me jogou na cara que eu não era mais uma criança para sustentar "achismos". Eu fiquei tão encucado que a cena jamais fugiu da minha memória. Cara! Se eu não tenho mais idade pra "achar", quem é realmente capaz de acreditar que tem certeza sobre absolutamente tudo? Ser adulto é não duvidar? Talvez ser adulto seja fingir certezas... Muito prazer: sou uma eterna criança.

*A linha que separa dúvidas e certezas é muito frágil. Talvez nem exista. Mas na cabeça das pessoas, possui uma estrutura do tamanho da Muralha da China. Nossas certezas vão e vem, se constroem e se desfazem na mesma proporção e intensidade. Quantas pessoas tivemos certeza que amávamos? Amamos, desamamos... amamos de novo... Pessoas diferentes... Até a mesma pessoa... É claro que este é um exemplo bem específico. Muitos leitores aqui estão há vários anos com a primeira pessoa em que sua certeza declarou amor. Mas o ser humano não gosta mesmo de dar o braço a torcer (pra quem se enquadra no exemplo). Parece que estou vendo algumas declarações: "Mas é porque não era amor de verdade." Que seja. Em dado momento você nem chegou a postular tal possibilidade. Repito: é só um exemplo. Não quero falar sobre amor. Meu papo hoje não é micro. É macro. Escrevo hoje em âmbito geral.

*Outra coisa que enxergo com frequência é a confusão sobre crença e verdade. Como se fosse possível juntá-las. Cada um que defenda a sua como A CORRETA. Como provar? Fé é um sentimento igual para qualquer pessoa que creia, independente de dogmas e doutrinas. Apenas sentimos. Não sei se minha formação como historiador contribuiu para a construção da mentalidade que defendo hoje. Mas, em História, não existe verdade absoluta. Pelo menos não hoje. Um dia a História afirmou outras certezas...

*Não me confunda. Não sou tão idiota. Também tenho minhas certezas. Mas só confio planamente nas Leis Naturais, que, para mim, são certeiras e imutáveis. Se estou certo ou não é outra história, rsrsrs.

*Pessoalmente, acredito que minhas dúvidas me servem para mostrar o quão humano eu sou. Tenho todos os defeitos que se pode acumular na vida, menos o da prepotência de que tenho certeza acerca de tudo. 



Será que minha ex namorada continua adulta, ou regrediu em seu processo evolutivo?

A todos deixo o meu abraço!

terça-feira, 31 de julho de 2012

MICRO PAPO SOBRE CONCEITO

*Quando somos crianças, inconscientemente somos encaminhados à cultura do "melhor". Aprendemos que devemos ser os melhores. Devemos ter o que há de melhor: o melhor emprego, a melhor roupa, o melhor tênis... o melhor emprego, o melhor carro. Devemos ter mais:  mais dinheiro, mais amigos... Mais. Iniciei este blog falando sobre o que é ser normal. Sobre o que é estar na contramão. Relatei que não sabia o que é ser normal. Não, eu ainda não descobri. Na verdade acho que não quero nem saber. Sinceramente o que me interessa mais é analisar o que chamamos de conceito.

"Como considerar uma pessoa normal sendo que o conceito de normal é tão distorcido pelas pessoas? A única razão a qual chego é que ser normal é a maior loucura." (Pablo O. Pimentel)

*Não é uma questão de inversão de valores. Aliás, valores nem sempre servem ou cabem quando se analisa "conceito". Nossos olhos enxergam as mesmas coisas de maneiras diferentes. Seguir conceitos impetrados por toda uma sociedade pode ser uma grande farsa. Cometer certas loucuras nos momentos adequados pode fazer de nós os seres mais felizes do planeta. Sermos felizes... É o que todos nós, intimamente, buscamos. É da nossa natureza. No final das contas, certas loucuras nos trazem à nossa essência. Nos fazem normais. Nem é uma equação tão difícil de resolver.

*O medo do julgamento nos trava, nos barra, nos impede de realizarmos coisas que desejamos com todas as nossas forças. Muitas vezes o receio nos impede até mesmo de assumirmos a nós mesmos uma paixão. Negar ao mundo o que se sente, o que se deseja, é algo absurdo. Encarar o sentimento como algo piegas é lutar contra a própria natureza. Estranho mesmo é se achar superior por assumir tal postura... Vai entender essa gente normal.

*Quando se trata de sentimento, são os conceitos de certo e errado os que mais me intrigam. Como julgar? Quer que eu seja bem sincero? Nunca seremos nada do que os outros pensam. A avaliação externa sobre nossas atitudes pouco importam. Certo mesmo é que estaremos agindo de maneira correta quando estivermos sendo honestos com nossos próprios sentimentos. Errado é não dar vazão ao que se deseja. Isso é respeitar a si próprio. Tá afim? Faz!



Que sua consciência jamais pese por não ter feito algo que desejou profundamente.

Abraço bem apertado!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CONTINUAÇÃO DE UM BATE PAPO.

*As contradições da nossa vida não deixam de ser algo interessante, que chamam a atenção daqueles que param pra analisá-las. Já devo ter escrito algo parecido por aqui antes. Nunca me dei muito bem com o cálculo acerca do futuro, do próximo passo a ser dado. Quando calculo faço tudo errado. Há em minha vida vários exemplos que comprovam os desastres causados pelos meus planejamentos infalíveis. É que quando encasqueto com algo, ou tem que ser ou o mundo desaba. É assim mesmo. Não sei sair jogando. O goleiro que joga a bola pra o lateral junto à grande área, que sai jogando com o volante, que lança a gorduchinha pra o meia armador, que enfia pra o centroavante, que chuta ao gol. Comigo, se possível, o goleiro joga a redonda ao chão e chuta rapidamente contra a baliza adversária. Se tiver de ser gol vai ser, ué... Assim é mais difícil, né? Reconheço.

*Sempre fui muito fã das causas e processos naturais das coisas. Acho que isso explica o porque de eu não ser um bom construtor do meu próprio futuro. a oportunidade pinta e se eu achar interessante mergulho de cabeça. Já fui acusado de tudo: de irresponsável a inocente, de louco a corajoso... Há vários exemplos em minha vida que comprovam que estas pessoas estavam ao mesmo tempo certas e erradas. Acho bacana pagar pra ver. Não vejo problema em acreditar em algo e mudar de opinião depois. Qual o problema com este tipo de contradição? É apenas a vida me ensinando através das minhas próprias experiências. O arrependimento é algo que se deve aprender a conviver. E sem esse papo de que não tem tempo pra arrependimento. Pra mim isso é postura de quem não quer demostrar fraquezas. Não é feio reconhecer que mudou.

*É lógico que estou falando de apenas uma espécie de contradição, que fique bem claro. Há contradições neste mundo que fazem muito mal. Aos indivíduos, ao próprio mundo... E não confundirmos contradição com incoerência.

*Na vida a gente passa por experiências duradouras e outras muito efêmeras. Cada uma vai nos ensinar um pouco, mas não existe como avaliar qual delas é a mais importante. Há vários exemplos nas nossas vidas que comprovam que, mais que o tempo de duração, vale a intensidade das nossas experiências e relações.




Acho que a conversa que tive com uma grande amiga me deixou com este assunto martelando em minha cabeça. Forte abraço e até semana que vem.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

TEMPO... DESEJO... ESPERA.

*Conheço poucos objetos que induzem à opiniões tão divergentes quanto o relógio. Hora é amigo, hora é inimigo. "Esses ponteiros deveriam andar mais rápido!"... "Vixe, que relógio pra 'correr'! Assim não dá pra fazer tudo o que preciso." Não sei se as pessoas não se confundem um pouco, jogando toda a sua ansiedade apenas no representante físico daquele que de fato é o causador de tantas contradições: o tempo. Ah, o tempo... O desejo que se mistura ao tempo. O desejo de algo que está acontecendo agora ou desejo do que está previsto para acontecer mais à frente.

*Tempo... Desejo... Espera. Tá aí algo que 100% das pessoas que já conheci em minha jornada não gostam. E a resposta do por quê é simples: falta paciência. Não aprendemos ao longo da vida a respeitar o tempo. Esperar por algo que pode nos acontecer... Esperar por alguém que não sabemos se vem ou se volta... Esperar... Passamos as nossas vidas inteiras esperando. Algo, alguém. Parece um propósito eterno. Os objetos de desejo se sucedem. Quando matamos nossa sede notamos a garganta seca mais uma vez.


*Paciência parece nossa inimiga ferrenha. Pelo menos parece ser minha. É um teste. Falta de paciência é o maior desrespeito ao tempo. Cada coisa tem seu momento para acontecer. Mas sabe qual é o problema? Não ter a mínima noção de qual o momento exato em que a espera terá seu fim. Sim... Puro desrespeito ao tempo...


"Se você não demorar muito posso esperá-lo por toda a minha vida." - Oscar Wilde


*Pra mim, esperar não significa que tenhamos de abdicar de viver, virar as costas pra tudo de bom que a vida nos oferece. Esperar é uma opção. Uma escolha que fazemos por algo ou alguém em que depositamos um sentimento verdadeiro. E somente verdadeiro.






*Paralelo à espera podemos viver... Brigando ou não com os nossos relógios.


Forte abraço e até a próxima semana! Prometo que vos espero.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

NOTAS PARA ANALISAR COMPREENSÃO

*Já repararam que estamos sempre nos deparando com situações de radicalidade e falta de tolerância? Já perceberam que geralmente os radicais e os intolerantes são os que mais reclamam destas situações? Não conheço absolutamente ninguém que goste de ser julgado. Mas olha... apontar o dedo pro outro é coisa fácil e corriqueira. Bata o martelo e grite: "ESTÁ CONDENADO!" Observar o comportamento humano pode facilmente transitar pelo caminho que cruza o engraçado e o revoltante. É algo que vai mudar de acordo com o ponto de vista de quem analisa. Na verdade, na verdade, vai variar diante do nível de compreensão que possuímos. Compreensão = apanhar pra si um significado. É impossível compreender do nada.

Observemos o dito abaixo:

"Não se possui o que não se compreende." - Johann Goethe.

*Eu digo: "Sobretudo a razão". rsrsrsrs Se uma pessoa não é capaz de compreender o que quer que seja, jamais vai possuir razão. Engraçados são aqueles que a querem ter a todo custo, sem admitir outra hipótese. Consigo enxergar 3 casos clássicos: 1) os quem tem uma cabeça "aberta" e maravilhosa. Estes tem totais condições de fazer uma análise, no mínimo, que chega à beira da imparcialidade. Mesmo que discordem da postura alheia, conseguem compreender porque tal postura foi motivada. Importante: nunca (ou quase nunca) julga. 2) os que tem uma mentalidade tão pequena que jamais conseguirão fitar os motivos que possam levar o outro a tomar uma determinada decisão. Se não está do seu acordo, está errado. Acabou-se, priu e ponto final. 3) os aproveitadores. Sobre estes não vou tecer comentários. Não quero julgá-los... kkkkkkkk.

Observemos o dito abaixo - parte 2:

"O amor é filho da compreensão; o amor é tanto mais veemente, quanto mais a compreensão é exata." - Leonardo da Vinci.

*Eu digo: Não foi à toa que esse cara da frase acima foi homenageado pelo criador das Tartarugas Ninjas. (Idiota, eu sei. Costumo ser.) Brincadeiras à parte, não há muito o que se dizer acerca desta frase genial. Ela por si só já diz tudo e não foi à toa que a escolhi pra finalizar minhas citações. Ora, está tudo aí. Quanto maior for o seu poder de compreensão para com o seu próximo, mais forte, intenso, enérgico, fervoroso, vigoroso será o amor que dali nascerá.

*É algo que não nos custa muita coisa. Talvez apenas o orgulho. Vixe! Isto assunto pra outro bate-papo...


Entenda, apreenda e perceba.

Forte abraço a todos os amigos e amigas.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

QUANTO VALE A VIDA?



*Postei há pouco no Facebook diversos trechos da canção do Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) que também intitula esta postagem. É um tema bem sugestivo, este. Esta é uma pergunta que nunca (ou raramente) nos fazemos. É uma prova de que não estamos muito atentos aquilo que temos de mais precioso: nossa própria vida. VIDA. Acho que nos preocupamos demais com as vidas alheias da forma como não deveríamos. Talvez uma pitada de preocupação com quem realmente amamos não seria nada mal. Talvez uma dose de comoção com as vidas lá fora, daqueles que nem conhecemos, tornasse o nosso mundo mais sensível e menos problemático. Nas cenas mais banais do nosso dia a dia este questionamento deveria ser automaticamente feito e refeito em nossas cacholas.

"Quanto vale a vida de qualquer um de nós?
Quanto vale a vida em qualquer situação?
Quanto valia a vida perdida sem razão?
Num beco sem saída, quanto vale a vida?" (HG)

*Violência é uma triste realidade. Convivemos lado a lado com ela de modo que, por incrível que pareça, de tão banal, nos acostumamos com todo o mal que nos trás. Estamos constantemente preocupados com os nossos relógios que insistem em correr demais, nos apressando para os inesgotáveis compromissos de cada dia.

"Quanto vale a vida acima de qualquer suspeita?
Quanto vale a vida debaixo dos viadutos?
Quanto vale a vida perto do fim do mês?
Quanto vale a vida longe de quem nos faz viver?" (HG)

*Os trechos retirados da canção servem pra ilustrar o quão variada deve ser a nossa análise acerca do quanto vale a vida. Ela não vale nada diante das mazelas que o sistema nos impõe. Ela não vale nada quando não temos o que desejamos. Muito menos quando não estamos ao lado de quem desejamos. A vida é tudo quando percebemos que temos saúde suficiente para lutar por aquilo que queremos. Vale uma infinidade diante da satisfação que gera cada conquista. Não se calcula quando olhamos pra um céu repleto de azul, correndo pra mergulhar no mar. É impagável quando dormimos e acordamos abraçados com quem a gente ama, amanhecendo e dizendo: 'Eu te amo'. Espero que algum dia possamos perceber que todos merecemos uma vida de eterna valia. Que possamos olhar para o lado e percebermos que a nossa é tão significativa quanto a do outro. Que o outro merece tanta dignidade quanto nós mesmos a merecemos.

"Quanto vale a vida?"


 "Coisas que o dinheiro não compra." (HG)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SPECULUM MUNDI

O melhor livro que já li na minha vida chama-se "O Nome da Rosa", de Umberto Eco. Trata-se de um romance (se o cenário/tempo fosse mais atual, certamente seria um romance policial) que se passa em uma abadia medieval. Foi neste livro que li pela primeira vez o termo speculum mundi (espelho do mundo, em latim). Não me pergunte em que página, muito menos em que momento do livro ele aparece, mas me marcou profundamente. Adotei como uma expressão que me acompanhou pela vida inteira. Não sei ao certo, mas acredito que tudo isto ocorreu há uns oito anos atrás. Assim que acabei o livro compus uma música com este título. A letra fala basicamente sobre escolhas. As várias opções de caminhos que se apresentam ao longo das nossas vidas e, como temos que optar por apenas um deles, as consequências que temos que encarar por estas escolhas. Independente do trajeto que tomamos sempre deixamos sementes que, invariavelmente, darão frutos doces ou amargos. Como donos da semente, temos que colher e pôr na boca o fruto nascente. Vamos nos deliciar ou fazer caretas horríveis. A composição também ressalta as respostas que procuramos sem nunca encontrar. Talvez por ansiedade (esse é, sem dúvida, o meu caso). Talvez por imaturidade. Talvez por inexperiência. Talvez por orgulho. Talvez nada disso faça sentido e seja tudo uma grande baboseira. Mas assim como as respostas que não encontramos são os caminhos que escolhemos muitas vezes. Achamos que estamos no rumo certo... E...? Nos deparamos completamente perdidos. Escolha errada. Errada? Talvez não. Existe sempre um legado. A tal das sementes. Mas quando erramos feio as consequências são irreparáveis. Num sentido micro, conquistar o espelho é uma das tarefas mais difíceis que possa existir. Quem quiser ficar em paz tem que aceitar o espelho e a razão é bem simples: ele te reflete. Conquistar o espelho significa olhar a si próprio. Olhar pra ti antes mesmo de olhar pro outro. Talvez todos os caminhos levem ao mesmo lugar. Num sentido macro, o mundo é um espelho. Um espelho que reflete a todos. Ou seria o contrário?






Acima, capa do livro O Nome da Rosa.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estréia.


Durante muito tempo da minha vida (minha vida inteira) eu quis ser um cara normal... Você sabe, viver como qualquer cara normal. Seguir o curso que qualquer cara normal percorre. Mas percebi que as coisas mudam. Tudo muda. As sociedades mudaram e com elas o mundo também mudou. O que era ser um cara normal antes, é estar na contra-mão hoje... Mas o que é ser normal e o que é estar na contra-mão? Com certeza eu não sei responder. Mas, definitivamente, eu não sou um rio que corre pro mar...
Quando a quarta feira pintar, uma nova postagem rolará por aqui. Sempre acompanhado de um brinde. Lógico que estarei aguardando comentários pra o negócio ficar bacana. Forte abraço.